segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Serra, o livro e a quebra de sigilo

Depois que a direção do PT decidiu pedir à Polícia Federal que investigue o livro do jornalista Amauri Ribeiro Júnior, Os Porões da Privataria, Serra mudou o discurso e passou a afirmar que a quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica Serra, não tem motivação eleitoral, mas sim política. Muito estranho! A grande imprensa também puxou o breque. O Jornal Nacional passou um edição sem tratar do caso. Sintomático!

O prefácio do livro de Amauri Júnior pode lançar algumas luzes sobre os motivos da tal quebra de sigilo que tanta dor causou a José Serra.


Os porões da privataria

livro de Amaury Ribeiro Jr.

Introdução (reproduzido do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim)

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do País, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…

Atrás da máxima “siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)

Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”, conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…

Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.


(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.

(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

sábado, 28 de agosto de 2010

A corrupção de Alckmin e o silêncio da imprensa

Geraldo "Abafa CPI" Alckmin é praticamente blindado pela grande imprensa paulista. Talvez seja por isso que ele consegue manter a imagem de bom moço. Mas até quando?
Vejam mais um texto que resume a atuação de Alckmin em relação a casos de corrupção no seu governo.
Hierarquizando as denúncias

Diversos analistas reconhecem que, no Brasil, a questão do combate à corrupção nos estados é mais complicada pela carência de instrumentos elementares de acompanhamento da gestão orçamentária e pela não disponibilidade de informações a respeito de contratações e execuções de programas. Um contexto como este favoreceu o governo exercido por Alckmin em São Paulo, sem sofrer qualquer investigação parlamentar ou processo no Ministério Público, mesmo com pelo menos 974 contratos públicos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE)

O jornal O Globo, de 2 de abril, trouxe talvez a cobertura mais sistemática dos até então 69 pedidos de CPIs que a maioria governista na Assembléia Legislativa de São Paulo engavetou (hoje são 70). Para se instalar uma CPI na Assembléia Legislativa de São Paulo, diferentemente do Congresso Nacional, são necessários 50% dos votos mais um.

Os pedidos de CPI são de ordem e importância variada. Vários deles, no entanto, referem-se a suspeitas gravíssimas, segundo o relato de O Globo.

O primeiro deles diz respeito a um “mensalinho” na Assembléia Legislativa: “várias estatais do governo podem estar ligadas a um esquema de “agrados” aos parlamentares, com verbas mensais fixas para gastos em propaganda. Os beneficiados teriam, em média, R$ 10 mil mensais em anúncios nos veículos de comunicação de sua escolha”.

Um segundo deles diz respeito às verbas de publicidade do banco Nossa Caixa, que teriam sido dirigidas para revistas, jornais e programas indicados ou mantidos por deputados em suas bases eleitorais, na capital e no interior. A denúncia se mostrou tão veraz que o assessor Roger Ferreira deixou o cargo. Mas a CPI foi barrada.

Um terceiro pedido de CPI diz respeito aos “contratos irregulares” julgados pelo Tribunal de Contas do Estado. Eles teriam sido encontrados, nos arquivos mortos da Assembléia Legislativa: 706 julgados entre 1997 e 2002, além de mais 267 após este período. De acordo com O Globo, 43,48% destes contratos referem-se ao CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), 23% ao DER, 4,39% à Nossa Caixa e 4,10% ao Dersa.

Um quarto pedido de CPI cobre suspeitas de irregularidades na execução das obras do Rodoanel Metropolitano de São Paulo. Um quinto pedido refere-se a supostas irregularidades contratuais nas obras das linhas Verde e Amarela do Metrô. Um sexto pedido pede investigação de possíveis irregularidades na CDHU, com superfaturamento na compra de terrenos e direcionamento de licitações.

Um sétimo pedido, enfim, cobra investigações nas empresas ligadas ao setor elétrico no estado, a Cetesp, que mesmo endividada, havia pago R$ 120 mil por propagandas institucionais para uma revista que dedicou nove páginas de uma de suas edições a uma entrevista com Alckmin. Um oitavo, de extrema gravidade, reclama investigações na Febem: a instituição seria "uma suposta fábrica de rebeliões que beneficiariam empresas em planos emergenciais e sem licitação, além de superfaturamento de custos de alimentação e das construções das consultorias externas irregulares.” Outras duas CPIs pedem averiguações na segurança pública: “suposta matança de presos por policiais militares” e “manipulação dos números oficiais sobre a segurança pública no estado”.

Como se não bastasse, há que se lembrar que o ex-ministro da Saúde do governo FHC, Barjas Negri, investigado no caso dos sanguessugas, foi secretário no governo de Alckmin em São Paulo.

Fechadura e silêncio

Tem predominado na cultura do combate à corrupção a noção de “percepção”: o grau de corrupção de um governo se julga pela quantidade de casos de corrupção que são publicamente flagrados. Trata-se de um indicador originalmente utilizado pela Transparência Internacional referente à opinião de pessoas ligadas a corporações a respeito do nível de corrupção que elas imaginam vigorar em um país. Pelo menos duas objeções importantes em relação à noção de percepção podem ser feitas.

Em primeiro lugar, a noção de percepção para tentar medir a corrupção de um país não dá nenhuma idéia a respeito da integridade das instituições dos países, se estão funcionando de forma eficaz e, muito menos, de sua evolução ao longo do tempo. Neste sentido, mudanças institucionais relacionadas ao combate à corrupção não poderiam ser auferidas pelos índices de percepção.

Em segundo lugar, apenas por este critério, se um governo é eficaz em deter qualquer investigação independente sobre si próprio, ele passará no teste, mesmo se for altamente corrupto. E, pelo mesmo critério, outro governo que combate eficazmente a corrupção, pode ser caracterizado como altamente corrompido. Neste ponto, trata-se do problema da relação entre as opiniões e a experiência concreta das pessoas. Em “Percepções Pantanosas” (Novos Estudos Cebrap, 73, novembro de 2005), Cláudio Abramo cita pesquisa encomendada pela Transparência Internacional que revela a imprecisão e a dificuldade de se firmar uma correlação efetiva entre a corrupção existente num país e sua percepção pela população. Desta forma, seria bastante razoável supor que a opinião das pessoas é bastante influenciada pelo noticiário, de forma que, se os veículos de comunicação divulgam casos de corrupção, as pessoas comuns tenderiam a considerar que a corrupção está aumentando quando, muitas vezes, o aumento do noticiário pode significar não isto, mas um melhor funcionamento dos mecanismos de controle. Segundo Abramo, o emprego de indicadores de percepção levou governantes a conceberem estratégias de combate à corrupção baseada na propaganda e em formas de inserção na imprensa.

Certamente esta é a tática utilizada por tucanos desde a era FHC e a impossibilidade de promover qualquer tipo de investigação sobre seu governo, passando por Aécio Neves e as constantes acusações de sua censura sobre a imprensa mineira (Folha de S. Paulo, 13/08, “Aécio maqueia gastos com saúde”) até chegar ao governo de São Paulo e seus 70 pedidos de CPI barrados pelo então governador.

Não é necessário presumir a culpa antes da investigação para julgar a “ética” de Alckmin. Nem se trata de fazer um ranking entre governos corrompidos, como se a corrupção do adversário legitimasse ou relativizasse a gravidade do que é anti-republicano.

Mas o governante que impediu o poder legislativo de exercer uma ação mínima de fiscalização não pode, não tem o direito de afirmar-se “ético” perante a sociedade brasileira. É um dever democrático desmascará-lo, para além de qualquer cálculo eleitoral.

A fechadura e o silêncio conivente dos grandes órgãos da mídia não servem ao urgente e vital combate à corrupção sistêmica no Estado brasileiro.

www.fpa.org.br - outubro de 2006

A "honestidade" de Alckmin

Alckmin não é flor que se cheire. Todos nós sabemos disso. Entretanto, muitos paulistas preferem fazer vistas grossas. Insistem na ilusão de que Alckmin e seu PSDB são éticos, honestos e sérios. Se a grande imprensa investigasse, verdadeiramente, os governos do PSDB, o mundo cairia sobre nossas cabeças.

Veja um texto revelador do caráter de Alckmin.

Geraldo Alckmin proibiu Procurador-Geral de investigar corrupção.

Obstáculo à ação da Justiça é crime. Goro Hama, conhecido também como "Goro Grana", é alvo de processos judiciais sobre desvio de R$ 685 milhões dos cofres do Estado. Era homem de confiança de Mário Covas e Geraldo Alckmin, e continua amigo pessoal de Geraldo "Abafa CPI" Alckmin.

O governo de São Paulo, sob o comando do governador Geraldo Alckmin (PSDB), proibiu os procuradores do Estado de processarem Goro Hama, ex-presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo).

A Procuradoria do Estado é um órgão do Poder Executivo que representa os interesses de São Paulo e deve se manifestar em todas as 85 ações movidas pelo Ministério Público contra Hama. Em tese, ela pode assumir a posição da acusação, defender os atos de Hama ou ficar neutra nos processos.

No ano passado, a Procuradoria do Estado optou por assumir a posição da acusação, ao lado do Ministério Público, em pelo menos sete casos. Mas, em dezembro de 2001, Alckmin substituiu o procurador-geral do Estado e a posição da Procuradoria do Estado se modificou.

O novo procurador, Elival da Silva Ramos, que está no cargo até hoje, afirma que o Estado deixou de entrar contra Hama nos processos. Ele determinou aos procuradores do Estado que se abstenham de tomar partido nas ações.

Amizade

Homem de confiança do governador Mário Covas, morto no ano passado, Hama é acusado pela Promotoria de Justiça da Cidadania de causar prejuízo de R$ 685,7 milhões aos cofres do Estado.

Hama, que chegou a ser secretário-geral do PSDB paulista e tesoureiro da campanha de Covas a governador em 1994, está com os bens bloqueados pela Justiça.

Depois de pedir demissão da CDHU, empresa que comandou por seis anos, Hama foi levado por Covas para trabalhar no Palácio dos Bandeirantes como assessor especial do governador. Poucos dias depois de sua morte, ele foi exonerado por Alckmin.

Mas as relações entre Alckmin e Hama não ficaram ruins. Há cerca de um mês, os dois estiveram juntos em um comício em São José dos Campos (SP). "Obrigado, Goro" foi a frase de despedida do governador.

Acusações

O ingresso do Estado nas ações, ao lado do Ministério Público, enfraquece a defesa de Goro Hama e dos demais ex-diretores da CDHU ao mesmo tempo em que fortalece a acusação.

Cada um dos processos movidos contra Goro Hama e contra outros ex-diretores da CDHU refere-se a um contrato entre a estatal e uma empreiteira para a construção de um conjunto habitacional do programa Chamamento Empresarial.

Para participar da licitação, as empreiteiras tinham de comprovar que possuíam a propriedade ou uma opção de compra dos terrenos nos quais seriam construídas as unidades habitacionais.

Segundo o Ministério Público, essa exigência fere a concorrência entre as empreiteiras que poderiam se interessar pela obra. Em 76 dos 85 casos estudados pela Promotoria até agora, apenas uma empreiteira participou da concorrência. Só uma licitação teve três participantes. Após a assinatura dos contratos com a CDHU, as empreiteiras revendiam os terrenos para a estatal. Mas por preços muito superiores aos pagos pelas construtoras.

Em Garça (423 km a noroeste de SP), por exemplo, a CDHU comprou um terreno por R$ 762 mil. Onze dias antes, o imóvel fora comprado pela empreiteira por R$ 200 mil, segundo apurou o Ministério Público estadual.

O edital das licitações previa que o pagamento do terreno pela CDHU fosse feito em 18 prestações, mas a estatal pagou à vista, mediante desconto de 11%. Houve, portanto, mudança nas regras depois do início do jogo.

A Promotoria argumenta que o princípio da vinculação dos contratos administrativos ao edital impede esse tipo de mudança. Isso porque outras empresas poderiam se interessar pela concorrência se soubessem da possibilidade de receber os pagamentos à vista.

Imóveis menores

O Ministério Público também acusa a diretoria da CDHU de ter aceitado, em alguns casos, que as empreiteiras entregassem à estatal imóveis menores que os contratados _e pagos. Essa irregularidade teria ocorrido principalmente na capital, onde há maior valorização dos terrenos.

Segundo a Promotoria, em um conjunto habitacional na zona leste, por exemplo, a CDHU pagou por um terreno de 78.368 metros quadrados e recebeu um de 27.082 metros quadrados.

A Promotoria questiona, finalmente, a aplicação do índice da Fipe para a construção civil na correção dos preços dos terrenos. O índice permitiria uma correção nos preços dos imóveis superior à valorização de mercado.

Outro lado
O procurador-geral do Estado, Elival da Silva Ramos, que assumiu o cargo em dezembro do ano passado, disse que o Estado de São Paulo deixará de entrar contra Goro Hama nos processos movidos pelo Ministério Público.

Sem criticar o comportamento de sua antecessora, a procuradora Rosali de Paula Lima, Ramos disse não ver provas suficientes de que tenha ocorrido lesão aos cofres públicos nos contratos feitos pela CDHU para o programa Chamamento Empresarial.

"Não posso absolver liminarmente a CDHU, mas também não posso condená-la de antemão. As alegações do Ministério Público dependem das provas que serão produzidas nos processos", diz o procurador-geral do Estado.

Ramos confirma que o Estado entrou ao lado da acusação em sete processos contra Goro Hama, mas diz que a Procuradoria não tomou posição em nenhum processo desde que ele assumiu o cargo. De agora em diante, diz ele, os procuradores vão se abster de tomar partido nas ações o que, na prática, ainda não ocorreu.

Ele não vê contradição entre essa posição e as que foram adotadas por outros procuradores do Estado. A Procuradoria da Fazenda junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) se posicionou pela ilegalidade dos contratos, o procurador que presidiu a sindicância da Secretaria de Estado da Habitação concluiu ter havido irregularidades nos contratos e de a Corregedoria Geral da Administração também conclui que os contratos foram ilegais.

"Em julho deste ano, aprovei um parecer da Procuradoria Administrativa que, em tese, admite a realização de contratos globais. O fato de as empreiteiras fornecerem o terreno pode ou não afetar a concorrência, depende do caso. Da mesma forma, em tese, o valor dos terrenos pode não ter sido superfaturado porque o valor final das obras foi razoável. As outras questões levantadas pelo Ministério Público depende de provas. Não podemos pré-julgar questões fáticas", disse Ramos.

Original de Roberto Cosso, da "Folha De São Paulo", 09/2006

A mentiras de Alckmin

O candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, começou a campanha alardeando que construiu 30 novos hospitais em São Paulo. É tão escandalosa a propaganda que ele foi obrigado a mudar o discurso e passou a anunciar “suas obras” de forma confusa e nebulosa. Em vez do “eu” criei, passou a dizer “nós” criamos e “reformamos” 30 hospitais. Ou seja, cobrado a se explicar, incluiu outras administrações tucanas para chegar a esse número e passou a misturar a construção com a reforma de hospitais já existentes.


Mas, mesmo assim o número apresentado por ele é mentiroso. Alckmin incluiu 19 hospitais em sua conta e de Mario Covas, e afirmou que Serra teria feito outros onze novos hospitais. Só que, como veremos adiante, além de Serra ter feito apenas dois hospitais e não onze, como disse Alckmin, na administração deste último efetivamente foi iniciado um hospital.


Dos 19 hospitais que entraram na conta do tucano, 16 foram iniciados no governo Quércia, que governou São Paulo de 1986 a 1990. E destes, onze foram concluídos na administração de Mário Covas e apenas cinco por seu sucessor. Dos que Alckmin completou, apenas o de Francisco Morato foi iniciado em seu governo. Como podemos ver, são números muito diferentes da propaganda tucana. Em suma, dos 30 alardeados, apenas um foi iniciado por Alckmin. É muita demagogia. Além disto, o tucano faz outros malabarismos. Conta como “novos hospitais” instituições já existentes que passam a receber recursos públicos. Este é o caso do Hospital filantrópico, Santa Isabel, em Taubaté. E mais, Alckmin ainda inclui em suas contas até o hospital Darci Vargas que era do antigo INAMPS e foi repassado pelo governo federal ao estado. O SindSaúde (Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo) denuncia que as peças publicitárias do PSDB aumentam a lista dos novos hospitais com instituições que foram apenas reformadas.


E dos outros onze hospitais que, segundo Alckmin, teriam sido construídos por Serra, apenas dois são realmente novos. Os demais são instituições filantrópicas que estabeleceram parceria com o Governo de São Paulo. De Serra mesmo, apenas dois hospitais poderiam ser chamados de novos: o Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) inaugurado em 2008 e o Centro de Reabilitação Lucy Montoro (de 2009). E mesmo assim é bom que se diga que o Icesp é apenas um deslocamento do setor de Oncologia que existia dentro do Hospital das Clínicas. O prédio, inclusive, que já existia desde o governo Quércia, só foi parcialmente ocupado.


A mesma estratégia é utilizada em relação ao número de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) do Estado. A propaganda do PSDB fala em 40 unidades entregues à população, mas a maioria deles são adaptações de unidades de saúde que já funcionam. “Existem ambulatórios que foram reformulados, como as AMEs de Votuporanga e Marília. Eles só colocaram mais especialidades, reformularam as unidades e mudaram os nomes. É maquiagem!”, denuncia o diretor do SindSaúde, Angelo D’Agostini.

Por Sérgio Cruz - Jornal Hora do Povo

Geraldo Alckmin não merece voltar

Temos ouvido muitos paulistas reclamarem, repetidamente, do vergonhoso nível das nossas escolas, da péssima qualidade dos transportes, dos preços altíssimos dos pedágios, da violência desenfreada, da precariedade da saúde, da quantidade de pessoas abandoanadas nas ruas, da falta de moradia etc. etc. No entanto, muitos afirmam que vão votar em Geraldo Alckmin. É dificílimo entender tal raciocínio! Geraldo Alckmin e seu PSDB são os responsáveis diretos pela retumbante queda na qualidade da educação, pelos altos preços dos numerosos pedágios, pela falta de investimento em tranporte de massa, pela ineficiência da saúde, pela absurda lentidão na construção do metrô, pelo abandono das linhas ferroviárias, pelo aumento da cracolândia (vergonha mundial), pela falta de políticas sérias para combater a violência, pelo encobrimento de muitos casos de corrupção etc. etc. Ora, por que dar mais uma chance para um candidato que, EM 8 ANOS DE GOVERNO, não conseguiu criar melhores condições de vida para todos? Por que acreditar que, agora, ele vai fazer tudo o que já poderia ter feito? Paulistas, Geraldo Alckmin nos fez engolir a seguinte lógica: "QUEM QUER BONS SERVIÇOS PAGUE POR ELES". E pague alto!
Com todo o respeito, amigos paulistas, precisamos fazer um verdadeiro exame de consciência, livre de pequenos ódios e preconceitos. Precisamos mudar o nosso governo! Não é inteligente, não é estratégico, não é coerente dar mais uma chance a um "projeto de governo" que não melhorou as nossas condições de vida.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Serra, a Globo e o Grupo Abril

Se a grande imprensa decidiu não investigar o governo Serra tim-tim por tim-tim, a blogosfera precisa fazê-lo. Vamos a alguns números!
O governo de São Paulo, em 2007, gastou R$526 mil em contratos com o Grupo Abril. Em 2008, o valor dos contratos chegou a R$11,5 milhões, o que evidencia um aumento de 2.000% em tão somente um ano.
A Fundação Roberto Marinho, filha da Rede Globo, em 2007, recebeu R$60 mil do governo Serra. Em 2008, os valores pagos atingiram a cifra de R$13,8 milhões, o que representa nada menos do que 20.000% de aumento em relação a 2007.
Note-se que, nesse montante, não estão incluídos os gastos com propaganda. Inacreditável!!!
É fácil entender por que alguns setores da grande imprensa não se dispõem a investigar o governo Serra em profundidade.

A publicidade milionária de Serra

Veja a evolução dos investimentos em propaganda do governo Serra:

2007 - R$ 88,3 milhões
2008 - R$ 178,7 milhões
2009 - R$ 313 milhões (previsão orçamentária)

De 2007 a 2009, o aumento foi de quase 400%. Um governo que se vangloria por ser rígido nos gastos tem esbanjado muito em publicidade, principalmente no ano que antecede as eleições. Deve ser por isso que ouvimos e vemos repetidas propagandas do governo Serra no Rádio e na TV. No metrô então ... nem se fala! Engraçado que esse mesmo governo, costumeiramente, acusa seus adversários políticos de gastarem demais em propaganda. Que coerente!!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Asfalto para os paulistanos

Começou a sedução do asfalto na cidade de São Paulo. Repete-se a estratégia adotada por Serra e Kassab na última eleição para governador e prefeito: recapear ruas e avenidas de São Paulo às vésperas e ao longo da campanha eleitoral. Isso enche os olhos de eleitores-motoristas ou de motoristas-eleitores. Tanto faz!

Não se está dizendo aqui que o recapeamento não seja bom para a cidade. Mas é preciso enxergar que se tornou uma arma de sedução. Por que passamos meses enfrentando ruas esburacadas e mal sinalizadas? Por que somene agora, quando a campanha eleitoral começa a se aquecer, Kassab resolve recapear ruas? É muito sintomático.

Há quem acuse muitos brasileiros dos grotões do Brasil de trocarem o voto por uma cesta básica. Em São Paulo, essa prática parece se dar de outra forma: muitos trocam o seu voto por um punhado de massa asfáltica.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Serra e o seu "doce" porvir

Nos últimos tempos, os paulistas e paulistanos têm sido bombardeados pelas repetidas propagandas do governo José Serra. Um grande número delas promove e promete um futuro maravilhoso, no qual poderemos cruzar a cidade de São Paulo, e até mesmo a grande São Paulo, em um terço ou em um quarto do tempo que despendemos atualmente, sem enfrentar engarrafamentos e poluição. As peças publicitárias são tão fabulosas, que, por vezes, parecem uma pregação que descreve as maravilhas de um mundo além da Terra -- no nosso caso, além de São Paulo.


No que diz respeito à mobilidade urbana, a publicidade de Serra se centra em um tal plano intitulado "Expansão São Paulo". Trata-se de um título muito pretencioso para uma intervenção deveras tímida. A realidade nos indica que, até o fim de seu mandato, José Serra deve entregar algumas estações da linha Luz--Vila Sônia e duas ou três da linha Vila Madalena--Sacomã. Isso é expansão para uma cidade gigante como São Paulo? Será que os publicitários não têm superdimensionado as realizações do governo estadual?


Há que se considerar válido o que se tem feito, mas o "Expansão São Paulo" está longe de ser tão grandioso quanto mostram as propagandas. Uma rápida comparação entre São Paulo e a Cidade do México mostra que as duas cidades começaram a construir o metrô na mesma época. Hoje o méxico tem mais de 200km de malha metroviária e São Paulo, cerca de 70km. O "Expansão São Paulo" deve elevar a nossa marca para mais ou menos 100km. É muito pouco quando se pensa em uma cidade com 12 milhões de habitantes. O que deu errado no Estado mais rico - muito mais rico - da Federação? Por que os projetos do metrô se arrastam tanto por aqui?


O que há de mais inquietante na estratégia publicitária de José Serra é considerar obras que, certamente, não serão concluídas e, em muitos casos, nem iniciadas em seu governo. Aliás, é bom que se repita que poucas dessas tão alardeadas obras foram projetadas por Serra. Muito pelo contrário! O atual governador está apenas dando continuidade a projetos que se arrastam há anos e anos nas mãos de governos do PSDB. Parece que a única ação genuína do governo Serra é a manutenção de um esquema milionário de propagandas, o que, sem dúvida, tem onerado muito os cofres públicos.


Não é demais dizer que Serra está em uma situação privilegiada, porque nossa economia está robusta, os recursos da União para São Paulo aumentaram bastante e a perspectiva da Copa do Mundo em 2014 tem atraído grandes recursos públicos e privados. Com tudo isso, parece que o governo Serra não dará o salto necessário para minimizar os problemas de circulação em São Paulo. Menos ainda se Serra continuar investindo em duplicação de marginais em lugar de investir na contrução de novas linhas de metrô.


De tudo isso, tiramos duas conclusões. Primeiro: Serra, o espertinho, quer ser louvado e reconhecido por obras que, talvez, sejam realizadas em um futuro incerto. Segundo: a realidade de quem depende de transporte público na cidade de São Paulo e na Grande São Paulo é bem diferente daquela descrita pelos marqueteiros de José Serra.
Povo paulista, abra os olhos!



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mais uma inconsistência da Folha de São Paulo

Veja o blog do Luis Nassif
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/

Kassab e sua ladainha mentirosa


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem se esforçado, imensamente, para mostrar que as enchentes dos últimos dias foram causadas exclusivamente pela fúria da natureza ou pela inconsequência do povo que joga lixo nas ruas, nos córregos, nas praças etc. O partido do prefeito (DEM) até decidiu gastar um bom dinheiro para veicular na TV e no rádio uma propaganda em que Kassab credita às duradouras chuvas todas as ocorrências de alagamento.
O mais incrível é que a grande mídia, impressa e eletrônica, encampou a lógica de que a natureza e o povo têm mais culpa no cartório do que a prefeitura, que tem condições técnicas para prever imtempéries e poder de decisão para criar políticas contínuas de combate a enchentes e evitar a ocupação de áreas irregulares onde as chuvas podem produzir as catástrofes tão alardeadas por Kassab.
O que se vê, a bem da verdade, é uma tentativa desesperada de se eximir da responsabilidade. Kassab joga a culpa nos outros de modo a esconder o fato, por exemplo, de que ele utilizou apenas 5% do previsto no orçamento de 2009 para a construção de piscinões, o que poderia, no mínimo, amenizar os problemas das inundações. Aliás, é bom que se repita, Kassab, em 6 anos, construiu somente 1 piscinão.
Vale acrescentar que seu aliado político, José Serra, saiu da prefeitura - e parece que vai sair do governo do Estado - sem cumprir a promessa de construir mais de 90 piscinões no estado de São Paulo - muitos deles na capital. O que Serra fez como prefeito foi engavetar, em 2005, o projeto de contrução de 5 piscinões na região central da cidade. Kassab agora, depois de ver tanta água rolar, fala em retomar tais projetos. Que oportunismo!
O que parece não faltar para Kassab e seu amiguinho José Serra é dinheiro para pagar as repetidas propagandas em que prometem mundos e fundos para os paulistas e paulistanos. Também parece não lhes faltar o apoio da grande mídia, que insiste em protegê-los e em evitar a investigação sistemática das administrações dos dois figurões.
Povo paulista, abra os olhos! Nas próximas eleições, reflita mais antes de votar. Procure entender o cenário político e deixe ódios e preconceitos de lado. É preciso ter coragem de mudar.