Já está mais do que claro que a Folha de S. Paulo cometeu alguns imperdoáveis erros para construir uma matéria (05.04.2009) acerca da suposta participação da ministra Dilma Rousseff no planejamento de ações criminosas contra a ditadura militar (1964-1985).
Uma das inaceitáveis falhas foi cometida pela jornalista da Folha, Fernanda Odilla. Pelo que se sabe, ela detinha autorização para pesquisar, no Supremo Tribunal Militar - STM, os processos de Antonio Espinosa. No entanto, aproveitou-se da ocasião e consultou - sem autorização - os arquivos da ministra Dilma. É notório que as consultas aos documentos dessa instituição devem ser autorizadas pelo implicado. Portanto, não resta a menor dúvida de que a jornalista da Folha agiu de má-fé e desrespeitou os princípios de ética do bom jornalismo.
Outro erro gravíssimo para a construção da falácia foi publicar uma duvidosa ficha com registros das ações da ministra contra a ditadura militar. A Folha considerou como autêntico um documento que, muito provavelmente, tenha recebido por e-mail. O próprio DEOPS, suposta fonte da Folha, afirmou que nunca existiu tal ficha nos seus arquivos.
A ministra Dilma Rousseff, surpresa com a publicação de uma ficha da qual não tinha conhecimento, solicitou que o ombudsman da Folha de S. Paulo comentasse a matéria. Entretanto - Pasmem! - o máximo que esse veículo de "informação" conseguiu afirmar foi que não era possível provar a autenticidade da ficha, nem descartá-la. Muito bonito isso!!!
Diante da lengalenga da Folha, a ministra resolveu contratar a USP e UnB para obter um laudo conclusivo sobre a ficha, já que há fortes indícios de que seja uma falsificação.
De tudo isso, tiramos uma lição: é possível confiar na grande imprensa brasileira? Pense nisso!